domingo, 30 de novembro de 2014

Migos em Erasmus - Joana Assembleia

Joana Assembleia, 20 anos, Maia (Porto)

Sou a Joana e estudo Línguas e Relações Internacionais na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Como o futuro é incerto, o único requisito que tenho, na minha futura profissão, é o de ajudar a humanidade de alguma forma. Muito dependerá do mestrado, não há limites.


Escolhi viver estes 6 meses em Brno, na República Checa porque para além de ser o país mais “central” da Europa Central, os preços são relativamente os mesmos que em Portugal. Interessou-me o facto de não saber quase nada sobre o país e sobre a possibilidade de poder viajar pelos países vizinhos. A história do país também me interessa muitíssimo, dado que diplomaticamente, a separação da Republica Checa e da Eslováquia é um grande exemplo mundial.

via wikipedia
Ora, tenho vivido na legendária residência universitária “Vinarska”, que concentra praticamente todos os estudantes Erasmus da Masaryk University. O ambiente é incrível e estou a 4 lances de escadas dos meus amigos. Quanto às aulas basta dizer que nunca estudei tanto na minha vida, mesmo com uma carga horária mínima. A diferença cultural mais identificável é talvez a quantidade de gente alcoolicamente alegre nas ruas de Brno. A razão é simples, a cerveja é mais barata do que a água e a Republica Checa é o maior consumidor de cerveja do mundo. 

via masaryk university
Em qualquer “Exchange experience” eu diria que a melhor parte são as pessoas. É como se estivéssemos destinados a conhecer determinados seres humanos. Há algo de muito especial quando se pode dizer “És a primeira pessoa de blablá-país que eu conheço”. Ainda não voltei para Portugal e já recordo com saudade todos os momentos e todas as rotinas que criei com estas pessoas. A outra parte interessante é também a independência. É bom poder acordar às horas que quiser, decidir quando e onde vou estudar, se faço o jantar, se vou jantar fora ou se simplesmente não janto. A outra parte boa é o valor “renovado” que damos ao nosso país. Acontece que, apesar de já me ter apaixonado pela Republica Checa, nenhum país é igual ao nosso país. E aqui, o orgulho português fez-se sentir algumas vezes. Tanto na competição Erasmus de gastronomia, como nas Country Presentations, Portugal ficou em 3.º e 2.º lugar. 

A pior parte… o primeiro Natal longe da família, o pós-Erasmus e as despedidas… Apesar de ter optado por passar o Natal com uma família checa (full cultural experience), novamente, a saudade é uma das piores partes de estar longe de casa… Para além disso, não consigo imaginar a readaptação à vida de “antigamente” e estar agora longe das pessoas que me acompanharam nesta jornada e saber que reencontrá-las fisicamente está à distância de muito dinheiro em viagens.

Apart from that, esta é uma experiência que todos os estudantes deviam ter porque só assim se entende, empiricamente, o que é a Europa. E ao mesmo tempo, só assim se entende, empiricamente, que há muito mais para além da Europa. Isto porque, as pessoas mais especiais que aqui conheci são do Norte de África e do Sudoeste Asiático. É importante sair da nossa bolhinha de conforto, sempre. Agora, sou um bocadinho mais do mundo todo… porque conheci pessoas, vi locais que nunca pensei ver com os meus próprios olhos, aprendi as mais engraçadas curiosidades de sempre e desde que aqui cheguei, ainda não parei de aprender… Aventurem-se!

A Joana também tem um blog!

 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Tea house and Jazz concert

ou "vejam como o pessoal de erasmus não é só borracheiras e boa vida"
Portanto, a Dominika teve a idea fantástica de irmos todos a uma tea house, beber um cházinho e relaxar. A Anastasia teve outra ideia igualmente fantástica: assistir a um concerto jazz.
Encontrámo-nos no main square às 17h e, claro, já era de noite. O concerto começava às 19h, por isso, dava tempo suficiente para tudo. Até que a Dominika perguntou se tínhamos fome e lá fomos comer a um buffet chinês. Tudo e mais alguma coisa, quantas vezes quisermos por 3,99€! Gotta love Banská Bystrica. Foi a segunda vez que comi comida chinesa, aqui e em toda a minha vida (sim, foi preciso vir à Eslováquia para eu experimentar comida chinesa)
não perguntem o que comi, mas estava bom :P

Depois fomos para a tea house e senhores e senhoras, que sítio mais lindo, relaxante, cosy e tudo. Só queria viver naquele cantinho almofadado.
cházinho de marrocos, ainda dentro do bule x)
just chilling with no shoes on :)
Sair deste espaço tão maravilhoso não foi nada fácil. Estava muito frio na rua e acabámos por ir para o concerto já eram 20h. Fomos mesmo outcasts: o sítio, um antigo armazém renovado para bar, estava cheio e nós fomos os últimos a chegar. A parte boa: supostamente pagava-se entrada de 3€ mas também ninguém nos veio perguntar nada. Não digam a ninguém ;)
Uma pequenina amostra da Soft Jazz Society
E pronto, foi isto. O que fizemos quando fomos todos para o dormitório fica no segredo dos Deuses ;)
(okay, fomos fazer o que os estudantes de erasmus fazem quando sobram garrafas de cerveja do fim-de-semana anterior)

terça-feira, 25 de novembro de 2014

vivendo e aprendendo #4

cinco random facts sobre o que tenho aprendido nesta aventura
  1. A partir do passado dia 17 de Novembro, os comboios são gratuitos para crianças, idosos e estudantes até aos 26 anos. Ou seja, viajar pelo país é de graça! Se não acreditam, aqui está uma notícia
  2. "Tu" em eslovaco significa "aqui"
  3. Existe mel de morango. A minha colega do quarto ao lado deu-me um frasco disso. Don't ask, mas é bom.
  4. Surpreendentemente, uma colcha é mais que enough para dormir aqui
  5. Porque tenho aquecedorzinho e vidros duplos no quarto :)
via reaction gifs

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Migos em Erasmus - Eduarda Rodrigues

Eduarda Rodrigues, 20 anos, Arcos de Valdevez (Viana do Castelo)

Estudo Línguas e Relações Internacionais na Faculdade de Letras do Porto (para ser diferente de todos os outros, não é?). Se tudo correr bem, fico licenciada em Junho e a partir daí é um mistério. Gostava de fazer mestrado na área das Relações Internacionais ou Política Internacional, e talvez trabalhar numa organização internacional, tipo ONU ou União Europeia.


Estou a fazer Erasmus em Maastricht, Holanda. Confesso que a primeira escolha foi Leeds, na Grã-Bretanha, mas depois acabei por me decidir por Maastricht e não me arrependo mesmo nada. 
Porquê Maastricht? O sistema de ensino aqui é muito diferente do português e tem aulas “práticas” o que eu achei fascinante, já para não falar de que é das universidades com menos de 50 anos melhor posicionadas nos rankings internacionais.

via wikipedia
A primeira coisa a saber sobre Maastricht é que deve o nome ao rio Maas, que acaba por dividir a cidade. Portanto quando me pedem para explicar onde moro a resposta é “do outro lado do rio”, o que se traduz por viver a 5-7 minutos de bicicleta à faculdade (sim, aqui todas as distâncias se medem “em bicicleta”). A minha carga horária é bastante leve, comparando com Portugal. O sistema de Problem Based Learning usado em Maastricht implica imensas horas de estudo individual, pelo que nem passo assim tanto tempo na faculdade. 

via maastricht university

Ah, viagens! Confesso que é uma das melhores partes de Erasmus e que gostava de ter mais tempo para elas (volto a sublinhar que eu aqui trabalho mesmo muito). Mesmo assim Maastricht está no sítio ideal para viajar. A 15 minutos da Bélgica e a (nem isso!) 1 hora da Alemanha, Maastricht já me abriu algumas portas. Desde que cá estou já fui a Liège, Bruxelas, Bruges, Köln (Colónia), Aachen e Amesterdão. No entanto ainda gostava de ir a Antuérpia, Utrecht e talvez a Luxemburgo.


A melhor parte de Erasmus é aprender. Soa cliché eu sei, mas a verdade é que é mesmo isso. É uma lufada de ar fresco porque asseguro-vos que nunca na minha vida interagi com tanta gente como aqui. Não me sinto como sendo “estrangeira”. Já conheci pessoas de todos os cantos do mundo e de todas as nacionalidades.  É óptimo ouvir as histórias deles. Há tanta gente que já fez tanta coisa…! É adquirir uma noção completamente diferente da realidade. Para alguém como eu, que venho de um sítio pequeno, é liberdade. É poderes ver o mundo lá fora pelos olhos de quem já viveu imensidões. E apesar de ficar maravilhada com tudo acho que ganhei um grande respeito por aquilo que é o meu país, a minha cultura.

A pior parte (e novamente sendo cliché) é a saudade. Sinto falta de muita coisa, incluindo de coisas que nunca pensei que fosse sentir falta. Para além da falta da família e dos amigos (e da comida, vamos ser honestos), sinto falta do ambiente. Sinto falta de andar na rua sozinha e de estar rodeada pela minha língua, por pessoas que me percebem e que eu consigo perceber. Sinto saudades do nosso sol, dos nossos rios e do mar. Sinto saudades de ver montanhas. Sinto saudades daquilo que é Portugal.


Dicas para quem pensa fazer Erasmus: 
Por favor façam. No início a quantidade de papelada que vão ter que preencher vai desmotivar. Quando estiverem quase a ir aquelas semanas em que estão em casa ou com os amigos vão ser as mais dolorosas. Não vão querer ir a lado nenhum. Vão querer ficar e nunca pôr os pés naquele avião. Façam-no. É uma oportunidade como não há outra. As experiências, as culturas, as viagens, as pessoas… tudo que vão passar antes de ir vai valer a pena na hora de voltar. E quando essa hora chegar? Acreditem em mim, voltar dói tanto como ir.


domingo, 23 de novembro de 2014

National Event and trip to High Tatras

Durante este fim-de-semana, Banská Bystrica esteve no centro das atenções. A razão: foi a cidade escolhida para celebrar o décimo aniversário do ESN na Eslováquia. Claro que a escolha não podia ter sido melhor! A minha parte favorita: nem tenho de sair de casa para conhecer pessoas novas e participar em actividades.
Na sexta-feira, foi a chegada dos amiguinhos de outras cidades e, pasmem-se, existem mais portugueses neste país! Ah...sabe tão bem poder falar português na rua :)
Portanto, na sexta fizemos um pseudo-desfile de bandeiras, que eu só percebi que o desfile já tinha começado quando já estava a acabar. Nevermind, deu para tirar uma bonita foto de família e isso é que interessa! E melhor: finalmente a cidade conheceu mais portugueses e portuguesas! Eu já estava a precisar duma folga
durante 3 dias deixei de ser a portuguesa mais bonita de banská bystrica
Depois do desfile, puseram-nos a dançar para aquecer, apagámos as velas e comemos bolo. Os migos tinham que ir arrumar as coisas ao hostel, mas quem mora cá não tinha nada que fazer...Resolvemos ir beber um cházinho grego de "ervas da montanha" que o Nick, por mais que tentasse, não conseguia explicar que ervas eram. 


O jantar foi na cantina. Supostamente, era para ser um blind dinner, mas como isso não iria correr muito bem, só quatro pessoas o fizeram, durante 5 minutos. A ideia era mostrar-nos o quão difícil é realizar tarefas básicas do dia-a-dia para quem não tem visão.
Eram oito horas e já estávamos jantados. Nem comento :P
O plano das festas para a noite era um city game e beer marathon. Como eu não conheço a cidade (lol), claro que quis participar. Foi muito giro, bebemos muita cerveja e congelei o cérebro umas duas ou três vezes.
A noite continuou e acabou no Njoy, onde suprisingly me diverti mesmo muito. Acho que foi a lufada de ar fresco que as meninas portuguesas trouxeram de Bratislava :)

No sábado foi o dia mais aguardado, for me at least: viagem às High Tatras. Se pesquisarem no google, acho que ficam vontade de apanhar o próximo avião para a Eslováquia ;)
Não há muito a dizer...saímos de Banská às 8 da manhã, chegámos ao sítio duas horas depois. Estava muito mas muito nevoeiro e frio, frio também. Mas foi muito giro, gostei muito e tirei muitas fotografias.
ps: o coração já lá estava

que coisa mais linda, mais cheia de graça :3

parar e olhar para baixo não era muito boa idea

cházinho de menta com rum para aquecer
O senão: dei um grande trambolhão on the way back. Foi bem merecido: tentei abanar um ramo duma árvore para cair neve em cima do Nick, desequilibrei-me e caí. O joelho direito ficou todo esfolado. E o esquerdo...bem, o esquerdo dói-me para caraças, especialmente o músculo atrás do joelho. Oh well...no sábado à noite não me doía nada portanto, siga prá festa do Patryk! Já bebi mais vodca aqui que na minha vida toda, o que também não era muito difícil. And then, siga pró Ministry. E, once again, diverti-me prá cara*** (agora que muita visita este blog não posso dizer asneiras, sqn).

Hoje, foi dia de SocialErasmus e as opções eram limpar uma mata, passear os cães ou visitar um orfanato e doar produtos de higiene. Needless to say, não me consegui levantar: a minha perna não mexia de manhã.
Oh well, tenho o dia todo para descansar que isto não há de ser nada ;)

Bónu: as meninas de Bratislava fizeram um vídeo sobre este fim-de-semana and it's awesome. 



quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Migos em Erasmus - Inês Serrano

Inês Serrano, 20 anos, Vila Nova de Gaia (Porto)

Sou uma estudante de Línguas e Relações Internacionais na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Quanto ao que quero ser no futuro, ora aí está uma boa questão… Como a maior parte dos migos da Inês, não tenho uma ideia definida do que quero fazer no futuro. 


Estou a fazer Erasmus em Regensburg, Baviera (Alemanha). Escolhi a Alemanha porque queria melhorar o meu alemão e porque a cultura alemã é interessante. Acabei por perceber que a cultura bávara é ainda mais fascinante e que a minha escolha foi inadvertidamente perfeita. 

via wikipedia
Eu moro numa residência de estudantes, a 5min de autocarro do campus universitário e a 10min do centro histórico da cidade. Partilho uma cozinha com oito pessoas, a maior parte alemães, e são verdadeiramente “a home away from home”. Como tenho quase só aulas de alemão para estrangeiros (a oferta para relações internacionais em inglês não é vasta nem propriamente cativante), o método de ensino é basicamente o mesmo de qualquer outra aula de alemão: pensem inglês no ensino básico. É na aula de inglês que se notam mais os diferentes métodos de ensino, porque os alemães aprendem inglês traduzindo do alemão. Na universidade. É outro mundo. 

via panoramio and Universität Regensburg

A Baviera é o sítio perfeito para viajar, porque existe esta pequena maravilha chamada Bayer-ticket que faz com que viajar dentro desta região com um grupo de cinco pessoas fique a 9 euros, ida e volta, incluindo todos os transportes pelo meio. Escusado será dizer que desde que aqui estou só passei dois fins-de-semana em casa. Já fui a Passau, Nuremberg, Landshut, Rothenburg ob der Tauber, Neuschwanstein (aquele castelo que inspirou o castelo da Disney) e Munique (Oktoberfest!) na Alemanha, e Salzburgo e Innsbruck na Áustria. 

A melhor parte de Erasmus? Bem, há qualquer coisa para todos… Entre a independência de viver sozinha, as viagens incríveis, o experienciar de uma cultura diferente, os amigos de todos os cantos do mundo e o verdadeiro mundo novo que todas estas coisas se juntam para formar, a questão não é “qual é a melhor parte de Erasmus”, mas sim “que parte de Erasmus não é absolutamente fantástica”.

E claro que para essa questão há infelizmente uma resposta: o fim. Erasmus pode parecer um conceito indefinível, uma dimensão paralela que não encaixa no decorrer normal das nossas vidas, mas tudo o que é bom acaba depressa, e temos no máximo um ano até ter que voltar a pôr os pés na Terra. Mas a tristeza de deixar de ser um estudante Erasmus não é nada que não se cure com uma francesinha à beira-mar com os amigos e a família, tudo coisas de que somos privados durante estes meses. E como lembrou e bem a Sofia, nessa altura o feed de notícias do facebook já não vai parecer uma facada no coração. 

Vamos ser sinceros, já conheceram alguém que se arrependeu de fazer Erasmus? Erasmus é para todos os que ainda querem crescer, para todos os que querem conhecer o mundo, os outros e eles mesmos. Erasmus é uma experiência inigualável, que nos retira o tapete de debaixo dos pés e as cortinas da frente dos olhos. Façam Erasmus. E se sentirem vontade de perguntar “porquê”, perguntem-se antes “porque não”.


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

motivation & inspiration #20

Love me tender,
Love me true
All my dreams fulfilled.
For my darlin I love you,
And I always will.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

NERI-UP: Núcleo de Estudantes de Relações Internacionais da Universidade do Porto

Desde que o novo Núcleo de Estudantes de Relações Internacionais da Universidade do Porto foi criado no passado dia 25 de Setembro que tinha pensado falar deles aqui. Mas, as always, alguma coisa se mete pelo meio. Eles adiantaram-se e falaram de mim primeiro. Foram uns fofos por se terem lembrado de mim e merecem que eu fale sobre eles também!
A prova do crime (e eu a babar-me de orgulho)


Portanto, o que é o NERI-UP?

"O NERI-UP afirma-se como uma organização independente e sem fins lucrativos, constituída por estudantes e para estudantes. O NERI-UP almeja proporcionar aos estudantes de Relações Internacionais por ele abrangidos, experiências complementares de assimilação e de desenvolvimento de novas competências práticas e teóricas na sua formação académica, constituindo assim uma mais-valia e um acrescento significativo na formação de jovens estudantes de RI, fomentando o seu interesse, cooperação, dinamismo e a partilha enriquecedora de experiências, práticas e conhecimentos."


Faz parte do CNERI - Conselho Nacional de Estudantes de Relações Internacionais. Tenho acompanhado o trabalho do Núcleo, através da página do Facebook. Têm organizado conferências, sessões de apoio às línguas, mix and mingles e, através dos vários departamentos, apoiam os estudantes no seu percurso académico.
Da minha parte, os parabéns a todos os que estão envolvidos neste projecto, que é sem dúvida muito importante para o nosso curso.

sábado, 15 de novembro de 2014

já faltou mais

via keep calm-o-matic

Dog walking in Zvolen

E chegou o dia tão aguardado da SocialErasmus Week, pelo menos para mim: passear cães!
Fomos a um canil a Zvolen onde, todos os domingos, as pessoas podem passear os cães das 10h às 12h, pelo que eu percebi.
Não sou muito uma dog person, mas soube-me mesmo bem passear a Elvira e correr um bocadinho. Quer dizer, foi mais a Elvira que me passou a mim, mas ninguém precisa de saber.
Ficam algumas fotos, tiradas pelo senhor que toma conta do canil.

e começa a corrida

Oh the happiness!

Let's do this everyday!

A foto da praxe. E, claro, os cães não estavam para aí virados

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Migos em Erasmus - Sofia Ferreira

Sofia Ferreira, 20 anos, Maia (Porto) 

Estudo Línguas e Relações Internacionais, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Acabo a minha licenciatura em Junho mas ainda não tenho bem a certeza do que quero ser quando for grande. No entanto tem-se vindo a formar na minha cabeça uma vontade cada vez mais forte de me tornar assistente de bordo! Por isso acho que vou perseguir esse sonho quando me licenciar... Mas como disse, sem certezas de nada.


Estou a fazer Erasmus em Southampton, Inglaterra. Sempre foi um dos meus destinos de eleição – ou UK ou Alemanha. Mas as circunstâncias lá me trouxeram aqui e não podia ter escolhido melhor sítio.


via wikipedia
A minha rotina diária é muito não-rotineira! Tenho mesmo muito pouca carga horária, nunca mais de três horas de aulas por dia. No entanto é exigido muito trabalho em casa. Moro muito perto da Universidade, 5 minutos a pé e é a melhor coisa de sempre não ter de andar preocupada com transportes públicos e whatnot. 

via university of southampton

Sair à noite é giríssimo porque basicamente podemos fazê-lo a qualquer dia da semana, visto que às duas da manhã expulsam-nos da discoteca e às duas e meia, no máximo, estamos em casa de pijama vestido. É um conceito de saída muito diferente do que eu estava habituada, mas não desgosto! E a quantidade de pessoas que se conhece na noite é inimaginável – não há literalmente nenhuma barreira entre ti e as pessoas que estão na mesma discoteca que tu: todos falam com todos e todos agem como se fossem amigos!


É bem visível que se trata de uma cidade bastante internacional, ligeiramente dominada por asiáticos. Há muitos estudantes de Erasmus e outros programas internacionais, sendo que o meu grupo de amigos, que por acaso se chama ‘Casa Fiesta’ (até temos um grupo no facebook com esse nome), é todo internacional. O nome Casa Fiesta deve-se ao facto de a casa onde nos encontramos sempre ser habitada por três espanholas, e espanhóis são mais de 50% do nosso grupo de amigos (seriously they are everywhere)… 


Ora bem, fazendo eu parte da equipa de voleibol da universidade (Southampton University Volleyball Club) já andei por aí a correr Inglaterra por causa dos jogos: Bath, Kettering, Swansea, South Wales… E em recreio já fui a Brighton (que tem praia e é mesmo bonitinha), a Londres claro, e recentemente a Edinburgh na Escócia, pela qual fiquei completamente apaixonada e quero voltar lá e explorar melhor! Com tudo isto realmente percebo que Inglaterra tem o melhor de dois mundos: lovely country side e awesome big city!


A melhor parte de Erasmus é sem duvida a independência que temos. Tudo é up to us, não são necessárias explicações a ninguém nem pedidos de permissão para nada. Escolhemos aquilo que vamos fazer, todos os dias, e essas decisões só dependem de nós. A parte de conhecer pessoas de todos os cantos desta terra também é indescritível: comparar culturas e conviver com algumas tão diferentes da nossa é mindblowing.
A pior parte? Há muitas coisas que não são fáceis quando se está em Erasmus… Aquele conselho ou até aquele puxão de orelhas dos pais às vezes faz falta, aquele café com os amigos de sempre deixa muitas saudades. É verdade que me sinto um pouco à parte da vida de lá e que tenho emoções contraditórias quando no facebook vejo fotos de saídas e jantares. Dói um bocadinho saber que a vida continua lá e que não parou só porque eu estou longe, mesmo tendo todos os dias uma palavra de carinho e um ‘temos tantas saudades tuas!’.

Now, world, listen to me! Se puderem, façam Erasmus, ou vão para o estrangeiro, ou alguma coisa que vos tire da vossa zona de conforto, nem que seja por umas semanas! Aprende-se muito, mesmo muito, mais do que eu imaginei. É muito importante ganhar novas experiências e abrir horizontes, mesmo que seja kind of scary no início. Devido a esta experiencia não tenho mais medo de viajar, nem de estar sozinha nem de fazer tudo on my own! E tenho orgulho em mim mesma por isso. E agora tenho a certeza que não quero viver a minha vida presa num lugar; tenho a certeza também que o meu lugar não é só num sítio, é pelo mundo todo.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Social Erasmus - Erasmus in Schools

De 11 a 16 de Novembro irá realizar-se a SocialEramus Week - Autumn 2014. Durante esta semana irão ser realizadas várias actividades de carácter social, com a ajuda dos alunos de Eramus. Alguns exemplos: angariação de tampas de plástico, responsible party, Erasmus nas escolas, doação de sangue, dog walking entre outras.
Por razões de conflito de horários, só posso participar no Erasmus nas escolas e no dog walking. 
Portanto, a Eva convidou várias pessoas para irem a uma escola secundária falar sobre o seu país. Unfortunately, só eu e a Andrea, nuestra hermana de España tínhamos tempo livre para ir. Claro que aceitei! Afinal, sou a única portuguesa aqui. E quem é que não gosta de apresentar coisas mesmo muito interessantes a adolescentes que se interessam por tudo e mais alguma coisa?
Yeah, right... Foi um público bastante difícil e só quebraram um bocadinho quando os pus a dançar o malhão.
No fim, fiquei a perceber que professora não é, de todo, o que eu quero ser no futuro.
tudo a dançar!


Venham a Portugal, que Portugal é que é!

Muito lindos

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

random food #2

Fanta de limão em Budapeste

ovos mexidos com bacon e pão de forma doce - o meu pitéu preferido

sopinha de lentinhas, no Kapitol

pizza de meio metro no Olivo

Salada coleslaw do KFC

mais uma pizza, em Zvolen

sábado, 8 de novembro de 2014

trouble in paradise

Já estava a faltar um post sobre o desenvolvimento do meu tratamento ortodôntico. Nunca mais disse nada sobre isso e pela seguinte razão: os meus dentes decidiram dar uma de hipster e criar um espaço à lá Anna Paquin. Mas como eu não sou nada mainstream, em vez de ser nos dentes da frente, é no dente imediatamente a seguir!
No fim de setembro, comecei a sentir uma frestinha mas anda de mais. Conforme os dias foram passando, a frestinha começou a abrir mais e mais. Enviei um e-mail à Dra Filipa do Instituto do Sorriso e ela disse-me "não se preocupe, é normal nesta fase do tratamento abrir alguns espaços principalmente na zona anterior." Sim, porque eu estava a considerar ir com a Agnieszka ao dentista dela. Na Polónia.
Mas pronto, não me preocupei mais. Já me habituei e acho que fica muito bem!

Cliquem em "ler mais" para ver as fotos. Só vos queria poupar de ver fotos dos meus dentes assim que abrissem o blog ;)
via reaction gifs