Joana Assembleia, 20 anos, Maia
(Porto)
Sou a
Joana e estudo Línguas e Relações Internacionais na Faculdade de Letras da
Universidade do Porto. Como o futuro é incerto, o único requisito que tenho, na
minha futura profissão, é o de ajudar a humanidade de alguma forma. Muito
dependerá do mestrado, não há limites.
Escolhi
viver estes 6 meses em Brno, na República Checa porque para além de ser o país
mais “central” da Europa Central, os preços são relativamente os mesmos que em
Portugal. Interessou-me o facto de não saber quase nada sobre o país e sobre a
possibilidade de poder viajar pelos países vizinhos. A história do país também
me interessa muitíssimo, dado que diplomaticamente, a separação da Republica
Checa e da Eslováquia é um grande exemplo mundial.
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| via wikipedia |
Ora,
tenho vivido na legendária residência universitária “Vinarska”, que concentra
praticamente todos os estudantes Erasmus da Masaryk University. O ambiente é
incrível e estou a 4 lances de escadas dos meus amigos. Quanto às aulas basta
dizer que nunca estudei tanto na minha vida, mesmo com uma carga horária
mínima. A diferença cultural mais identificável é talvez a quantidade de gente
alcoolicamente alegre nas ruas de Brno. A razão é simples, a cerveja é mais
barata do que a água e a Republica Checa é o maior consumidor de cerveja do
mundo.
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| via masaryk university |
Em qualquer
“Exchange experience” eu diria que a melhor parte são as pessoas. É como se
estivéssemos destinados a conhecer determinados seres humanos. Há algo de muito
especial quando se pode dizer “És a primeira pessoa de blablá-país que eu
conheço”. Ainda não voltei para Portugal e já recordo com saudade todos os
momentos e todas as rotinas que criei com estas pessoas. A outra parte
interessante é também a independência. É bom poder acordar às horas que quiser,
decidir quando e onde vou estudar, se faço o jantar, se vou jantar fora ou se
simplesmente não janto. A outra parte boa é o valor “renovado” que damos ao
nosso país. Acontece que, apesar de já me ter apaixonado pela Republica Checa,
nenhum país é igual ao nosso país. E aqui, o orgulho português fez-se sentir
algumas vezes. Tanto na competição Erasmus de gastronomia, como nas Country
Presentations, Portugal ficou em 3.º e 2.º lugar.
A pior parte… o primeiro Natal longe da família, o pós-Erasmus e as despedidas… Apesar de ter optado por passar o Natal com uma família checa (full cultural experience), novamente, a saudade é uma das piores partes de estar longe de casa… Para além disso, não consigo imaginar a readaptação à vida de “antigamente” e estar agora longe das pessoas que me acompanharam nesta jornada e saber que reencontrá-las fisicamente está à distância de muito dinheiro em viagens.
Apart from that, esta é uma experiência que todos os estudantes deviam ter porque só assim se entende, empiricamente, o que é a Europa. E ao mesmo tempo, só assim se entende, empiricamente, que há muito mais para além da Europa. Isto porque, as pessoas mais especiais que aqui conheci são do Norte de África e do Sudoeste Asiático. É importante sair da nossa bolhinha de conforto, sempre. Agora, sou um bocadinho mais do mundo todo… porque conheci pessoas, vi locais que nunca pensei ver com os meus próprios olhos, aprendi as mais engraçadas curiosidades de sempre e desde que aqui cheguei, ainda não parei de aprender… Aventurem-se!
A Joana também tem um blog!







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