domingo, 30 de novembro de 2014

Migos em Erasmus - Joana Assembleia

Joana Assembleia, 20 anos, Maia (Porto)

Sou a Joana e estudo Línguas e Relações Internacionais na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Como o futuro é incerto, o único requisito que tenho, na minha futura profissão, é o de ajudar a humanidade de alguma forma. Muito dependerá do mestrado, não há limites.


Escolhi viver estes 6 meses em Brno, na República Checa porque para além de ser o país mais “central” da Europa Central, os preços são relativamente os mesmos que em Portugal. Interessou-me o facto de não saber quase nada sobre o país e sobre a possibilidade de poder viajar pelos países vizinhos. A história do país também me interessa muitíssimo, dado que diplomaticamente, a separação da Republica Checa e da Eslováquia é um grande exemplo mundial.

via wikipedia
Ora, tenho vivido na legendária residência universitária “Vinarska”, que concentra praticamente todos os estudantes Erasmus da Masaryk University. O ambiente é incrível e estou a 4 lances de escadas dos meus amigos. Quanto às aulas basta dizer que nunca estudei tanto na minha vida, mesmo com uma carga horária mínima. A diferença cultural mais identificável é talvez a quantidade de gente alcoolicamente alegre nas ruas de Brno. A razão é simples, a cerveja é mais barata do que a água e a Republica Checa é o maior consumidor de cerveja do mundo. 

via masaryk university
Em qualquer “Exchange experience” eu diria que a melhor parte são as pessoas. É como se estivéssemos destinados a conhecer determinados seres humanos. Há algo de muito especial quando se pode dizer “És a primeira pessoa de blablá-país que eu conheço”. Ainda não voltei para Portugal e já recordo com saudade todos os momentos e todas as rotinas que criei com estas pessoas. A outra parte interessante é também a independência. É bom poder acordar às horas que quiser, decidir quando e onde vou estudar, se faço o jantar, se vou jantar fora ou se simplesmente não janto. A outra parte boa é o valor “renovado” que damos ao nosso país. Acontece que, apesar de já me ter apaixonado pela Republica Checa, nenhum país é igual ao nosso país. E aqui, o orgulho português fez-se sentir algumas vezes. Tanto na competição Erasmus de gastronomia, como nas Country Presentations, Portugal ficou em 3.º e 2.º lugar. 

A pior parte… o primeiro Natal longe da família, o pós-Erasmus e as despedidas… Apesar de ter optado por passar o Natal com uma família checa (full cultural experience), novamente, a saudade é uma das piores partes de estar longe de casa… Para além disso, não consigo imaginar a readaptação à vida de “antigamente” e estar agora longe das pessoas que me acompanharam nesta jornada e saber que reencontrá-las fisicamente está à distância de muito dinheiro em viagens.

Apart from that, esta é uma experiência que todos os estudantes deviam ter porque só assim se entende, empiricamente, o que é a Europa. E ao mesmo tempo, só assim se entende, empiricamente, que há muito mais para além da Europa. Isto porque, as pessoas mais especiais que aqui conheci são do Norte de África e do Sudoeste Asiático. É importante sair da nossa bolhinha de conforto, sempre. Agora, sou um bocadinho mais do mundo todo… porque conheci pessoas, vi locais que nunca pensei ver com os meus próprios olhos, aprendi as mais engraçadas curiosidades de sempre e desde que aqui cheguei, ainda não parei de aprender… Aventurem-se!

A Joana também tem um blog!

 

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