Inês Serrano, 20 anos, Vila Nova de Gaia (Porto)
Sou uma estudante de Línguas e Relações Internacionais na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Quanto ao que quero ser no futuro, ora aí está uma boa questão… Como a maior parte dos migos da Inês, não tenho uma ideia definida do que quero fazer no futuro.
Estou a fazer Erasmus em Regensburg, Baviera (Alemanha). Escolhi a Alemanha porque queria melhorar o meu alemão e porque a cultura alemã é interessante. Acabei por perceber que a cultura bávara é ainda mais fascinante e que a minha escolha foi inadvertidamente perfeita.
![]() |
| via wikipedia |
Eu moro numa residência de estudantes, a 5min de autocarro do campus universitário e a 10min do centro histórico da cidade. Partilho uma cozinha com oito pessoas, a maior parte alemães, e são verdadeiramente “a home away from home”. Como tenho quase só aulas de alemão para estrangeiros (a oferta para relações internacionais em inglês não é vasta nem propriamente cativante), o método de ensino é basicamente o mesmo de qualquer outra aula de alemão: pensem inglês no ensino básico. É na aula de inglês que se notam mais os diferentes métodos de ensino, porque os alemães aprendem inglês traduzindo do alemão. Na universidade. É outro mundo.
![]() |
| via panoramio and Universität Regensburg |
A Baviera é o sítio perfeito para viajar, porque existe esta pequena maravilha chamada Bayer-ticket que faz com que viajar dentro desta região com um grupo de cinco pessoas fique a 9 euros, ida e volta, incluindo todos os transportes pelo meio. Escusado será dizer que desde que aqui estou só passei dois fins-de-semana em casa. Já fui a Passau, Nuremberg, Landshut, Rothenburg ob der Tauber, Neuschwanstein (aquele castelo que inspirou o castelo da Disney) e Munique (Oktoberfest!) na Alemanha, e Salzburgo e Innsbruck na Áustria.
A melhor parte de Erasmus? Bem, há qualquer coisa para todos… Entre a independência de viver sozinha, as viagens incríveis, o experienciar de uma cultura diferente, os amigos de todos os cantos do mundo e o verdadeiro mundo novo que todas estas coisas se juntam para formar, a questão não é “qual é a melhor parte de Erasmus”, mas sim “que parte de Erasmus não é absolutamente fantástica”.
E claro que para essa questão há infelizmente uma resposta: o fim. Erasmus pode parecer um conceito indefinível, uma dimensão paralela que não encaixa no decorrer normal das nossas vidas, mas tudo o que é bom acaba depressa, e temos no máximo um ano até ter que voltar a pôr os pés na Terra. Mas a tristeza de deixar de ser um estudante Erasmus não é nada que não se cure com uma francesinha à beira-mar com os amigos e a família, tudo coisas de que somos privados durante estes meses. E como lembrou e bem a Sofia, nessa altura o feed de notícias do facebook já não vai parecer uma facada no coração.
Vamos ser sinceros, já conheceram alguém que se arrependeu de fazer Erasmus? Erasmus é para todos os que ainda querem crescer, para todos os que querem conhecer o mundo, os outros e eles mesmos. Erasmus é uma experiência inigualável, que nos retira o tapete de debaixo dos pés e as cortinas da frente dos olhos. Façam Erasmus. E se sentirem vontade de perguntar “porquê”, perguntem-se antes “porque não”.





Sem comentários:
Enviar um comentário